domingo, 16 de novembro de 2008

Peoma I ( finalmente) seguido da primeira prosa. Ou se preferirmos ao contrário porque é assim a estrutura de um blog.

I

Não fui feito para dormir em aviões feitos á escala de um homem que não chega á minha altura sem recorrer a operações de carácter duvidoso. Doíam-me as costas independentemente dos automatismos a que poderia recorrer. Então o botão fuchsia foi o que mais cabo me deu do corpo: não faz sentido; pressiona azona lombar até ao máximo para depois perder qualquer tipo de pressão. Tortura aérea digo eu.

Tentei tudo e nada bateu certo. Será que me aguento de pe? Será?

Prefiro beliches.

I

Resta o betão de uma história certa,
Para quem outro nome dá ao mundo,
Ou parte dele pois perdido tudo
Certa é só a memória que lhe resta.

Que te dizem as estrelas se uma perna
Mesmo no acumular está no fundo?
O que teu foi tu vês, sentes que um furto
Nada deixando dói quando te testa.

Vives á parte, no que há em ti
pisa só o teu chao quem te conhece
quem te ouve nostálgico e sorri.

tão armados resistem! Soma o tempo
E emagrece a estrutura e então treme
Fracos e velhos todos vão c'o vento.