segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Primeiro de África.

Epah. Caído em Maputo não por acção de um vento qualquer que até soprou forte adquirindo dando até uma natureza cortante ao vento. Sou mais o cinzeiro tombado se quisermos ser metafóricos. Safa-me o facto de se passar ainda muito pouco. Tenho de perceber até ao final desta semana o que é suposto eu fazer para, nas seguintes, estar apto a receber o testemunho.

Maputo entristece. Tem o betão ordenado como Portugal nunca teve mas quem o pisa e nele vive fá-lo, na sua maioria, de uma forma miserável. Quem tem o privilégio de ter mais pilim mantendo a sua humanidade, alguém como eu meu caro amigo, sente tudo aquilo que uma fotografia da world press photo faz uma tia forjar com o intuito de bem parecer numa revista. Pelo mesmo motivo percebo o meu pai um bocado melhor e o seu discurso de que isto era Portugal a sério quando me consigo alhear das pessoas que vejo e do lixo que faz parte da sua vida miserável.

(um advérbio de modo qualquer que não me consigo lembrar)ente tudo existe com ou num outro mundo que também à parte pode estar. Cheguei ao Polana numa carrinha que incluia um motorista chamado Nilton - um especialista na condução sinistra (do lado esquerdo) - directamente do aeroporto. É um edifício lindo que desde de 1922 resistia ao Índico que de alguns ângulos parece começar onde a varanda termina. Pode-se beber água com gelo, comer saladas, há dois pianos de cauda, há empregados negros que te tratam por senhor senhor senhor senhor mas que nunca se lembram do que pedes, há quartos com vista para o mar, há tudo o que te mostra que, quando não havia baratas porque as há, aquilo ainda deveria ser melhor. Há também os apartamentos onde moram os meus colegas. 22º andar com vista para tudo e tudo o que poderias precisar...