segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Poema II que afinal é III porque o primeiro não era o outro

Trabalhar ao som do ar condicionado,
Fresco mas com um ritmo quase não percebido
Zum-Zum-Zum-Zum
um
Zum. Zum
quase Zum
Zum zum zum.
Zum,
Entregue por uma brisa suave
Num tom que só um ouvido no absoluto apreende.

Estão quarenta graus no pico de um dia que às cinco se põe
que engana a mente
pois não vendo sente que não sabe
que engana o corpo
que no falso não sabe o calor que sente.

Zum! Zum! Zum!

Caiu um zum distraído que estou no agora terciário compasso.
Envolvido na preguiça que o alheamento promove.

Zum e Zum!

Quero queimar a doença eliminar o mal que o corpo carrega
O que me faz no sono espernear
Apertar uma almofada como se fosse um corpo
mesmo que ele não tenha pernas reaja aos meus braços diminuindo o volume
ao som de um compactar inaudível de penas que antes de extraidas assim não se encontravam.

Zum.

Zum.

zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz