segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Almoço no Zambi, pausa ad eternum fiat lux

I
Preciso de falar mais a língua deles,
Preciso
D'absorver o conteúdo para cuspi-lo certeiro
Numa cuspideira qualquer que não o é;
Tivesse gosma e o impacto
fosse intenso como o seu verde.
II
O acompanhamento deste prato é
Bá tá tá tá, dou se
quiser pode pedir outro
III
Peça,
mas com rapidez.

Á tarde na Pastelaria do Capitão Nemo ou do barco com o seu nome.Um café e bom bocado à frente do mercado de rua.

Intro

Mais um café do Nautilus
mais uma espera qualquer
mais um futuro incerto
Tardar é a única certeza que tenho
sei também que um dia vai deixar de existir.

Está um dia bonito.
Está como em todos os dias em que,
Por castigo ou ironia Dele
Tenho de trabalhar.
Tenho.
Já tenho o café.
(não preciso mais disto).

Variazzione I - ou la como se escreve.

A pobreza não sobe ao 16º andar
E a fome só lá chega por ocupação
Sempre com armas dó fogo que só queima a comida.

Lá em cima dói o corpor por excessos pecaminosos
o contraste há de ser sempre vertical.

Ninguém prega me Deus a mensagem tua
A que do alto se ouviria tão melhor
Tão MELHOR.

Pisam somente o que é dos outros
Sobre o que deles é edificado

cuidado
não esmagues essa pessoa
que
boa ou não
acaba por ir.

Há melhor degrau que um crânio áspero?
Há melhor certeza de uma subida segura?
O pé gruda e não escorrega
Deixa o peso que não leva
Espalhado nos algures do caminho...

Monstros eleitos na dúvida que a ignorância não conhece
Têm medo do dia
que ele não acabe
Bebem por ele ( a medida que conhecem!)
Perdem-se vidas por um dia delas.

Da janela só eles se veêm,
Como acácias floridas por meses
que desabrocham no acordar

Variazzione II - e insisto no: ou lá, como se escreve? Bem minha senhora não se escreve aqui.
A terra por lavrar dá fruto
mais ou menos
só por sorte.
A mente só pode
aqui
ou o pouco ou o muito que o génio permite.
Vive melhor quem sabe
Quem a não ensinar aprende.
Não sei por onde começar. Fosse um apóstolo de um qualquer estilo literário que inicia o processo de escrita a partir de qualquer parte de um racíocinio. No fundo andasse a pé na minha escrita e não me preocupasse com merdas que, como um avião, só levanta e aterra numa pista qualquer perdendo todo o detalhe do percurso pela distância exigida. De barco ainda penaria mais: visse o que visse só veria o mesmo mesmo que ao fundo o horizonte fosse outro e o H2O tem cócó e isso não fumo.

Entretanto já comecei e desde então já tenho os dedos cansados. Estou com pressa. Tenho internet agora e quero surfar - notem acima de tudo como é interessante o recurso a esta palavra que não se aplica a teias - enquanto a internet está com vento on-shore ou lá como isso se chama. Não tenho internet em casa, não tenho, não. Até fico mais estúpido a escrever embora o recurso seja mais acertivo do adjectivo que é esta palavra.

Histórias ou estórias, quem vos conta distingue-se apesar da sílaba com que começa. É certo que correcções ortográficas podem marcar a diferença e não falo das que passam o vermelho sobre aquilo que escrevemos, se o fazem é porque percebem o escrito e isto, mesmo que cromaticamente nos mande à merda, é só um sinal de que as palavras que escrevemos- ao menos essas senhor - perceberam-se quais eram, independentemente de o conteúdo ter sido vomitado ou não por umas orelhas de certeza sujas por um outro vómito anterior qualquer.

História...Não a posso escrever do meu canto isolado para o qual o mundo não olha. Tivesse estudado engenharia ou física nuclear ou outra coisa qulquer e me debruçado sobre temas sem qualquer tipo de interesse para a natureza humana muito complicados, mesmo muito complicados, e permitisse que com eles fossem construídas coisas bombásticas, mesmo muito bombásticas, que quando falassem delas fosse sempre com um H grande. Fosse um senhor qualquer agarrado a ideais de outro senhor qualquer barbudo (pausa) parecido, mas oposto, ao senhor de barbas que é pai sem ter filhos e que tem um nome que, embora estranho, todos conhecem e que ninguém goza com ele, na natureza de valores; visse no vermelho o ouro e quisesse que tudo fosse de todos e achasse que todos deveriam ser como eu e cortasse sonhos que não tivessem sido programados por mim e...e. E. Virasse cada página com cada passo que dou e pusesse um ponto num parágrafo ditado pelos meus gestos com cada racíocinio que não imponho.

Estórias...Só as tenho pela inexistências das outras que o H distingue. Sonho somente e não vivo o que é escrito por mim com uma noção de intemporalidade mais ou menos relativa mas sempre irreal. Queria ser grande e não sou e procuro por entre parágrafos soltos o sinal com que o meu subconsciente transmite o desejo que também é meu mas que se recusa a partilhar com o meu raciocínio orquestrado por entre as responsabilidades de um dia. No que crio por reflexo vejo sombras de uma dicotomia quase tão estranha que quero que não seja minha e que, só por isso, digo que criei num rasgo de fúria ou de tristeza procurando sempre justificar ao mundo, pelo teor negativo do momento, as minhas representações violentas da realidade que eu sei ser. Há demónios que me perseguem constantemente e anjos que me empurram ou me levam para longe deles: o vermelho assume sempre a minha forma e o outro é sempre outra qualquer, como se expusesse numa superfície com mais ou menos arte uma morte promovida por aquele que dela é retirado num gesto tão puro quanto um sentimento permite.

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Está calor mais uma vez no Maputo. O sol já se começa a pôr mesmo que Verão seja e mesmo que sejam só 5 e meia da tarde. A sala está cheia dos mesmos e do mesmo de sempre. Até escrevo com a mesma cara que me é habitual. Hoje porém houve uma surpresa mais ou menos alegre:

"Estás triste, o que se passa?" - perguntou-me alguém que por cortesia não nomeio.

Estava. Está calor mais uma vez no Maputo. O sol já se começa a pôr mesmo que Verão seja e msmo que sejam só 5 e meia da tarde. A sala está cheia dos mesmo e do mesmo de sempre. Até escrevo com a mesma cara que me é habitual.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Á menina puta mãe de filhos e que conhecia um museu com coisas que, sei lá, são bonitas.

Tinha uma cara lavada,
Nada fácil de encontrar
Até parecia simpática
Abria a boca dava nada
Tudo o que há para ensinar.

A cabeça dói de ouvir
mas o corpo o resto paga
Perdida no ir e vir
Sei que não sabe sentir
E que tem um filho em casa.

Fruto de um azar por certo
e estou só adivinhar
Senti a morte tão perto
Quem não arrisca...e o resto?
Não tem sida p'ra pegar.

sábado, 29 de novembro de 2008

Un otro poema

Dia "D" o de depois
Da noite já acabada
ou assim parecer
mas que trabalho vai foder.


Esquece o tem com que este texto começa
Não interessa se mais ou menos tímido.


Não.



Meu caro cérebro o que te anula discretamente, neste
o instante, ou outro
o quê?



O que te fez perder
ou ganhar se preferires
Estruturas
Mais ou menos complexos mas que aparentam não ter sido ensinadas?

Dadas são algumas coisas à nascença
esquecemo-nos
De parte ou de tudo
Depressa ou não não interessa.


Restasse talvez um pouco de genuidade perfeitamente ingenuidade.
Aquela qque tantas vezes desculpa a criança mais bruta e que se saber ser uma peste
que,
muitas vezes sem cura,
até pode levar à morte
De quem sofre só
Só de quem sofre.
A morte de uma criancinha não bem vista pela sociedade independentemente dos crimes em potência.
Paciência...

Perdido o resto resta só a ciência
Saber que muitos dizem estar no mundo
e que,
De acordo com a escola epistemológica,
por recorrer a medidas e dimensionamento não natural acaba
e digo-vos que isto é verdade não estou a mentir
por construir outro mundo alheio ao que vemos
mas tão válido como o que de partimos.



(...)
É difícil sentir irmãos nesta casa que já se pensara plana
Parece que Atlas largou tudo sobre nós
Não é fácil gritar tendo o mundo às costas
a leveza de ou no espírito é base para uma boa comunicação
Mas só com ele aliviamos qualquer peso
É um processo complexo sem dúvida e
sendo um ciclo é daqueles com virtude alguma
se não reparem: quantos não conhecem que tentaram
e desistiram sem sequer passarem
na casa talvez de partida?


Podem dizer que falo muito pelo que escrevo
pelo que a mim dado sentem que vos imponho numa leitura que não obrigo
que façam o que precisem com mais ou menos lógica
nem que seja pela idade
ela acaba por desaparecer
só por e com ela percebemos que nada é de facto nosso.
O mundo corrompe desde o instante em que nos recebeu
poderia ser irónico, poderia até dizer que é por isso que meter
parte de nós no corpo de uma qualquer
Não é mais que a vontade de um pouco do éden querer
de volta recorrendo à mera física à carnal
à que se cinge ao estudo de variações em movimentos repetitivos.
Sou rei e senho das palavras que escolho, da sintaxe que crio e dos verbos que conjugo
Sou sincero acima de tudo comigo e só assim me dou ao mundo.
Que me aceite ou não da mesmo forma não importa
Sinto, comunico, abro a porta, alívio parte do que arrasto
Agito os grilhões não vendo que ao lado
Até pode estar alguém
-------------------------------------------------"-----------------------------------------------
Chega, Chaga de conversa parva
Aqui o mundo tem outra digamos velocidade de cruzeiro
Arrancado que está do outro lado do mundo
Há muito ou talvez não tanto tempo.
Independentemente da extensão das amarras
que
que
que
Aparentemente ainda promovem uma conexão
Segue a sua própria órbita.
Digamos que um ano mais dura embora mais cedo comece...
neste neste neste faz Sol Neste preciso instante
Parece fraco mas queima mais que lá na terra
Até mesmo que na praia dela a famosa lusitana
- já estou mal habituado...
Cada trago disto faz mais disto parte de nós,
Só queremos voltar ao éden há quem o tenha dito
(Fui eu ou um dos outros há pouco creio eu)
e no que tenho não há mais que isto semelhante
àquilo há pouco referido e que não me interessa.
Sol, faz sol, está quentinho tenho o índico ao fundo e isto não há em lisboa.
Agarrasse, levasse tudo comigo na volta...
não posso
falta sempre algo onde quer que eu vá
Sou vazio por Natureza.

Um dia em maputo, creio que uma 4ª feira

I

Aqui os graus são demais
Só condicionando o ar
Não se sentem tão letais
os momentos que frugais
Só acabam por matar.

E a postura só engana
Grau a grau tanto tão mais
Vestes a farda que pana
Deitas-te só numa cama
Só de ti blindado vais...

E vais e vais sem qualquer rumo
Como um palhaço que mente
Nada tendo é teu tudo
O que ditas dita o mundo
Há muito que não és gente.

II
Comida, barriga farta
De um pouco de ou de tudo
Tão cheios o que se passa
Beber água que só mata
Não existe neste mundo.
Entrada que só me engana
Carne ou peixe que sacia
O talher cruzado mando
Tudo aquilo porque clama
Para o nada a maioria
E sobre a mesa não resta
Nada, tudo consumido
Fez-se rápido a festa
Vamos, depressa depressa
Não quero nada negrinho.
III
O hipermercado até era
À minha primeira vista
tudo aquilo que se espera
Até la na nossa terra
o comércio se faria.
Olhando nas prateleiras
na secção de higiene
vi letras não vi ideias
as letras eram tão estranhas
Só p'la forma vi um creme.
Fiquei chocado à saída
- Um, dois, três funcionários?-
Só recebe uma menina
A outra põe na saquinha
Confirma o outro com fato.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

vinte seis de um onze de um tal de dois com dois zeros e um oito

I

Pesa-me muito a cabeça
Sinto o meu corpo distante
No que será que ele pensa?
Vícios ditam a sentença
Tempo que houve e o restante.

Vida é casa que conheço
Movo-me sem qualquer luz
Vou em frente, subo e desço,
Só com surpresa tropeço
Ter um só sentido é cruz.

Somo uns instantes a uns
Tudo Parece tão grande
A altura? Nada reduz...
Vai-se c'oa magia e catapruz
Sou só banco de elefante.

II
O senhor com pin's de todo o lado mas que dali não sai.
Tinha pins o senhor
De quase todos os lados.
Polia-os com primor
Todos os dias para por
Qualquer um impressionado.
Só com carinho polia
Bandeiras, heróis e nadas
Símbolos de amor política
Até o que chama a polícia
Com a sua mão cansada.
Oh! Deus do pequeno mundo
Canto a canto só estimado
Porque não cresces e o fundo
Já há muito dado único
Por teus dedos é levado?

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Momento de inspiração a definir ou a defininhar não importa desde que haja conteúdo.

I

Foram-me buscar numa carrinha diferente.
A carinha do outro pires estava mudada.
Parecia a de antes mas inchada
Estava por motivos de saúde.

O chefe sentava.se no lugar
deixado pelo o outro chefe.
O que chegou sentava-se
no antigo local do novo.

é como um jogo de xadrez,
o baile de cadeiras executivas
Há quem queira ter uma vista de controle
Há quem queira ter as costas protegidas

Não querem partilhar o que veêm os bandidos
Bandidagens podem e devem ser mal recebidas
As meninas funestas portam-se bem
Se a sua mãe for muito pior.

Tudo é relativo há quem diga nesta e noutras terras.
embora aqui o karaoke seja tocado ao vivo
(limitado está claro na escolha musical)
mas tudo o que se toca tem essência
essência essa que quem toca perfaz.

É tão mais bonito e assinha que se faz sincero.

I

Confronta-se o ser pequeno
De novo com tanto verde.
Vem o sol mais e mais cedo
Escapa a noite e os dedos
Fixam-se à terra que sente.

Crescem asas diferente
fica o corpo já sem peso
passeando por entre a gente.
Tanta é a dor nada sente
Dilui no que vê o medo.

As Camisas, fatos fraques
e a Moral ética e ordem
Para ocidente fogem!
Vai-se toda a humanidade
Olhando para um homem.

II
2ª redondilha que, como o crédito, poderia estar muito mal parada

Estava num canto parado
Um ideal de revolta
Mal estava é um facto
Sinto quando por ele passo
Que lhe faz falta a escola.

Mudou tanto e o louvor
No canto de alguém se guarda
Perde-se c'o pão a dor
Esquece-se já sem rancor
e é so o tempo que passa.
Crédito há mas p'lo que houve
E p'lo que houve são nomeados
A despedida só trouxe
Alguém mais p'ra que se louve
Um mais forte entre os vigários.



O processo do regresso não a casa mas de onde saí.

I

Oh meu amor, meu mais que tudo o resto
Aqui estou eu no executivo assento
Estou longe da janela mas tão lento
Sinto que passa o mundo não estás perto.

Divirto-me c'oa música e testo
O cadeirão moderno, tenho medo
Que ele não funcione e eu bem cedo
Lá tenho de acordar e eu não quero.

Agora habituado a ter-te ao lado
Parece que mais chato, desconfiado
Agora me acho e exijo mais

Que estará a fazer neste momento?
Será que me partilha o tormento?
As memórias que trago são letais.

II
Quase estou a aterrar
faz já zum-zum o meu ouvido.
III
Está um calor dif'rente no Maputo
O sol está coberto a terra ferve
Os pés de uma criança que me pede
E que eu com um pão ao ar entregue enxuto.
CAda hemisfério nos define um mundo
Que do outro contrasta e só se pede
Para que tudo o que falta seja entregue
á nossa mão por um qualquer Deus mudo.
Está um calor dif'rente mas está frio
O sol está coberto e envolvido
pelo cinzento que em mim eu trago.
Estivesses neste canto só comigo
Fosses o que pediu o que me viu
Esperasses na esquina p'ronde passo.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Até que o herói que nem Ulisses de 3 semanas começa a sua história.

Lisboa estava estupidamente rápida.

Ou assim parecia da varanda do cinema

que,

se andasse

teria morto um dragão

se este existisse.



Conversas postas

que nem de pescada

em dia.

Patrocinadas por uma merdinha

que eu nem sequer li.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Filho pródigo de um pai que querendo nunca o foi.

O balanço final é zero
se nos cingirmos
a valores
contabilisticamente pesados.

Tirou-se 1
deu-se depois
outro.
Outro qualquer
Outro que não o outro
Outro que não ele.

Custa o mesmo é certo e
Acaba por o mesmo fazer mesmo que
faça o mesmo por caminhos diferentes.

Quem não liga a pessoas
UM CAPITALISTA!
considera que elas nao passam de latas coca-cola.
Bebe uma...
...bebe outra
...e outra bebe ainda
sabe mal?
Nâo im-por-ta
logo por outra ele troca
Sorri no fim do dia. (Tom jocoso/irónico)

Ah! como está triste o senhor da sala ao lado
Foi-se parte da mobília por
uma questão de nervos
Partiu-se uma porta ao meio
outra
Da falta de equílibrio sobre uma bola para o pé
Típica de um engenheiro não formado no chapitô.

Ah! como está triste o senhor da sala ao lado
já estava tão acostumado
áquela presença a olho nú invasiva
pois A tão famosa salita era dele e não do outro!

"Chegou outro monstro
colonialista!
Fosses antes um fascista que esses deixam legado
Este sistema americanizado
Pior que explorador é chupista
Mas a chucha só a partilha
aquele que o outro sistema fundou"

antes tivesse pensado assim,
Não teria visto
ou sentido
a tristeza que ainda há pouco me olhou.
um Balanço? (triste)

queres um balanço ó minha besta?

O outro foi-se e tudo deixou
A príncipio até ficou feliz pois tudo era dele
ou assim parecia
mas aquela mesa tão bonita
tão bonitinha
foi logo por outros ocupada
outros!
Gente que fala alto que faz barulho
cada vez mais alto e irritante
gente a quem o bastante
passa por morte e não pontapés no cú.
Onde estás tu?
onde estás tu?

já não era o outro.
O que fugira da sala ao lado da sala que era dele.
Do outro.
Ele não gostava daquele espaço que parecia uma lata de sardinhas.
Há sardinhas e sardinhas há
Há quem diga que cá
em áfrica
até há quem considere
a sardinha
um pitéu
Uma iguaria que caída do céu
Tem mais sucesso na savana que uma garrafa de coca-cola
(a sardinha até mata a fome
o que mais importa para aquele que não come
para aquele que só com ela vive)
agora...
Uma garrafa de coca cola?
duvido que alguém precise.

Ele quis fugir.
Saiu.
Foi em frente para a sala do outro.
Parecia não falar
não chatear
ele queria trabalhar
queria fugir por entre modelos de coordenação que envolvendo também o retalho
talhavam todos os dias com a força de um cutelo
AGITADO NA MÂO DE QUEM MEDO cria com o peso de uma assinatura
treinada em facturas que quem paga são outros.

Fugiu
nunca mais se viu.
Partiu
voltou a outro lado para ficar.

No final O balanço é zero
Cingindo-nos claro
a valores
contabilisticamente pesados.

Há casos raros porém.
Há quem não fuja não sendo deles-
e não importa se falo de uns ou de outros-
E há quem fuja deles deles sendo.
Insisto não importa de quem falo
é óbvio para o leitor mais atento
ele foi-se e logo cedo

esta merda ficou vazia.








domingo, 16 de novembro de 2008

Peoma I ( finalmente) seguido da primeira prosa. Ou se preferirmos ao contrário porque é assim a estrutura de um blog.

I

Não fui feito para dormir em aviões feitos á escala de um homem que não chega á minha altura sem recorrer a operações de carácter duvidoso. Doíam-me as costas independentemente dos automatismos a que poderia recorrer. Então o botão fuchsia foi o que mais cabo me deu do corpo: não faz sentido; pressiona azona lombar até ao máximo para depois perder qualquer tipo de pressão. Tortura aérea digo eu.

Tentei tudo e nada bateu certo. Será que me aguento de pe? Será?

Prefiro beliches.

I

Resta o betão de uma história certa,
Para quem outro nome dá ao mundo,
Ou parte dele pois perdido tudo
Certa é só a memória que lhe resta.

Que te dizem as estrelas se uma perna
Mesmo no acumular está no fundo?
O que teu foi tu vês, sentes que um furto
Nada deixando dói quando te testa.

Vives á parte, no que há em ti
pisa só o teu chao quem te conhece
quem te ouve nostálgico e sorri.

tão armados resistem! Soma o tempo
E emagrece a estrutura e então treme
Fracos e velhos todos vão c'o vento.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Perdido na terra que antes era do Lourenço mas que agora só de filhos de um marx fatalmente capITA lista é.

Caro Blog, hoje apetece-me chamar-te qualquer coisa que não Blog. Blog é um nome feio, para além de ter perdido "We" tal como o "tás" perdeu o "es", é uma palavra que soa a trissomia principalmente se repetirmos o og og Og Og até dizermos ongue que é quase mongue, monguelóide.

Em África as pessoas têm nomes muito engraçaditos e até podemos baixar bastâ bastante o patamar e compará-los com os de massamá que não vão deixar de ser engraçaditos. Como exemplo começo e acabo com: Master Lázaro.

Eu sei meu querido blog que este nome ainda é pior do que aquele que já tens mas também o que é que podemos fazer neste canto terreno que ainda está para recuperar aquilo tudo que perdeu para uma minoria ainda menor faz já algum tempo? Claro que há sol e segundo me dizem também há praia mas isso não foi o homem que deu ou que imaginou e por isso não se agradece sem ser rezando ou assumindo uma sorte idiota qualquer que não é sorte porque isso não existe para quem nela não acredita. Aconteceu simplesmente e nós estávamos aqui e vamos estando até deixarmos de estar.

Esta gente parece-me acreditar nisso e na beleza que cada dia tem por ter pois agora não levam um tiro na moleirinha e a barriga têm cheia com algo mais que ar. Mas o agora pode ser mais que um ou menos que um dia e não o sabendo mais vale assumi-lo curto com trabalho até: ter o que comer, o descanso por ter comido e a digestão treinada para durar quase tanto como um dia do gota-a-gota a que a barriga se acostumou...


Que me respondam as ondas
Deste meu mar tão índico e
Desconhecido a mais que um.
Onde está o meu amigo
Ai meu amor onde estás tu?

Perdeu-se depois de ir
Grita num canto em dor e
Ouve-se de ouvido em bocas.
Onde está o meu amor
Ai meu amigo onde estás tu?

Tu!
sIM tu!
tu!?
tú ú ú ú ú ú ú Úúuuuuuuuuuuuu ú Ú Ú úú ú ú ú ú ú?

E revira revolve rebola enrosca roda
E arranha e rasga e range e r0sna
e agrafa encarcaça enchurrasca e farta
e passa e acalma e arrasta-
-se o mar na tristeza (a) subir.

E soube com espanto que entretanto
Por aumento de temperatura global
A água não o pranto a que sobe
Trouxe o que houve um dia intacto
pela da cerimónia referida partido
É tudo uma questão de probabilidades:

Mais cedo ou mais tarde (cantar)
1 2 (continuar cantando)
um 3 com 5 e (o mesmo)
um 4 seguidos por dois ( )
o 7 e o 6!!! (COM ÊNFASE no o)
hão de sair sorteados no tótó
LOU
túÙúÙúÙúÙ. (TAN TAN)

E um corpo?
Esse também há de surgir!
quando o mar subir e um corpo ele arrastar
Todos vão CANTAR (cantando)

Perdeu-se depois de ir
Grita num canto em dor e
Ouve-se de ouvido em bocas.
Onde está o meu amor
Ai meu amigo onde estás tu?

Que me respondam as ondas
Deste meu mar tão índico e
Desconhecido a mais que um.
Onde está o meu amigo
Ai meu amor onde estás tu?




terça-feira, 11 de novembro de 2008

Esta gente aparentava estar um bocadinho tris tris por mais que um triz triste.

Não aparenta estar bem o chefe,
Noto que aí,
por cima de uma gravata colorida,
Só lhe resta uma blue face que
Se fosse um pouquito mais achatada
e paralela ao conjunto de riscas que a seda marca
Contrastando com o vermelho e anulando o verde
Só tornariam
(A gravata claro)
Mais
ou...
bonIta.

Sei,
E digo isto com alguma certeza
que
algo de incerto se passou.

Qual será o estado
Desta
aparatosa situação
que tu
sim tu
só tu
ó senhor da hierarquia
ao longo do teu dia
Geres
ou então não?

Mulheres rir-se-iam se vissem o que o homem faz,
Escondido por detrás,
Da imagem que ao mundo assume dele ser

por assim querer

ou então não?



Então?

o que estás a fazer nesse teu cantinho aconchegante?

Não deverias ajudar o pequenito

AQuele que um dia tu foste


Aquele que como tu não dormias dorme
também a subir

Ou então

e peço desculpa ser repetitivo

(será bater no ceguinho?)



êntão?



Nã u a u a u a u a ão.

NÂO.



Vá lá!

Vais-te animar por mais devagarinho que seja

VAIS!

E então incita a tropa a ser feliz como tu podes ser

Acredito em ti como no que em maputo ao tempo resistiu.

estruturalmente claro

- A fachada o vento leva

e o sol consome

qual_

quer

cor

que a merda protege com factor

Provavelmente acima de vinte

(duvido somente que seja suficiente

Pois Aqui

Sim aqui

o sol queima tanto

e tanto

é muito mais que pouco).



Horas de ir.

Hora de reflexão.

Segundos de ser eu próprio.



Tu...
tenta só ser feliz.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Mais um que do mesmo parte.

Mais um dia em África.
CONtinunA tão distante.
MarmEladeiRaDA não vejo assim tão próxima
Existindo terá
a
Magia de um presente de natal.

Será que aqui ele é Preto?
De facto poderia adquirir
tal soberbo bronze
Daqueles que dá inveja a uma tia viciada em merdas que incluem solário.
Da sua proximidade ao Sol pois
As renas gostam do ar fresquinho e pouco concentrado
Em moléculas
Com 2 e não 3 átomos
de oxigénio.

Será que ele ma traz ou será que me leva!
Quem pedirá mais do seu hemisfério deste mundo
Para que parte o equador mais se inclina
para?!

Tenho de escrever uma carta.
Tenho.

Tenho que ir daqui a nada.
Tenho.

O motorista foi chamado e
em unidades de tempo que não posso estimar
Ele há-de chegar.
Há-de.

Vou entrar no carro,
Abrir a gaveta
Esperar até ouvir POP.

Vou olhar para a estrada acompanhado pelo que me percorre
só com o esforço do ar que raro fica.
Vou.

Passear por entre muralhas que sustêm um passado recente.
E(´) só pode ser bom.
Cores compõem tudo
nunca antes as vi

Parecem-me naturais...parecem-me naturais.

COMO?

Sim se quiseres mas o amarelo não sabe muito bem se estiver ao lado de um verde.
Quer dizer
Há quem goste
mas esses fumam o que a terra lhes dá.
e só de forma gratuita
MERDA.
Merda e das grandes.

O que ela dá de volta é que interessa
o que o amor cultivou
o que o homem tratou
O que o tempo concedeu.

Atira neste instante o nosso herói o seu cigarrito pela janela.
e interpretem como quiserem este atirar provavelmente subjectivo.

Perdido o sentido.
Acaba o poema.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Ainda não é o primeiro poema. É o quarto. Por ser de dois múltiplo é bicéfalo

Tarefas há que o excesso
De participantes marginalmente impõe
um marginal acrescimo de
sistências.

Sílaba a sílaba perde-se
na confusão
palavra seguida de palavra.
Chega então o instinto
que agora tão mais confuso fica
c'oa falta de apetrechos lógicos
acessórios que
perante a certa morte de Deus
ainda garantem um pouco de humanidade.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Poema II que afinal é III porque o primeiro não era o outro

Trabalhar ao som do ar condicionado,
Fresco mas com um ritmo quase não percebido
Zum-Zum-Zum-Zum
um
Zum. Zum
quase Zum
Zum zum zum.
Zum,
Entregue por uma brisa suave
Num tom que só um ouvido no absoluto apreende.

Estão quarenta graus no pico de um dia que às cinco se põe
que engana a mente
pois não vendo sente que não sabe
que engana o corpo
que no falso não sabe o calor que sente.

Zum! Zum! Zum!

Caiu um zum distraído que estou no agora terciário compasso.
Envolvido na preguiça que o alheamento promove.

Zum e Zum!

Quero queimar a doença eliminar o mal que o corpo carrega
O que me faz no sono espernear
Apertar uma almofada como se fosse um corpo
mesmo que ele não tenha pernas reaja aos meus braços diminuindo o volume
ao som de um compactar inaudível de penas que antes de extraidas assim não se encontravam.

Zum.

Zum.

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Poema I o que antecede o II

O sol começa a ficar quentinho
e Chega sempre mais cedo do que o habitual.
Em portugal, vinha mais tarde
Nascia do outro lado do mar.

Transbordando de casas, de ruínas
acumula-se a gente na estrada
Têm o peso que a parede não sustenta
a perna carrega um adiantado luto!

Eles Vendem tudo,
tudo!
Pois tudo vem antes do corpo ter um preço

Negoceiam o destino com ele mesmo
quando do dia só trazem o mal dormir.


mas entretanto a noite chega e uma criança chora,
o grito isolado por um vidro qualquer duplo
o que não se sente
No banquete do andar que da terra foge ascendendo
ao Velho gasto que se arrepia.

Iguarias ocidentais sabem ao mesmo dentro de paredes que são parecidas.
O vinho desce e promove o mesmo mesmo que o gelo já nao arrefeça
(motivos de saúde como é claro são o único motivo que previne o resfriamento)
As conversas têm o mesmo tom o tom que mesmo estando bebido me faz ficar farto.
Mais farto fico quando reparo
Que esta gente é gente que corrige a tristeza que neles existe com o dinheiro dos papás
Aquele que nunca conteve nenhum amor mesmo que assumisse
A forma de um ou dois jipes
de viagens para africa em executiva
E até mesmo de viagem altruista em que se dá a uma negrita uma tristeza melhorzita e água que
por falta de potência
Numa placa fotovoltaica que alguém
(quem terá sido?)
comprou...

Ah inpiração divina não promove o melhor entendimento de física
Segundo consta até o leva á fogueira devido a devaneios teo...
Desculpem
Geo-centristas.

Espero só que sejam felizes
ANULEM A TRISTEZA DOS OUTROS!!!
ESQUEÇAM OS MONSTROS QUE NOS PARIRAM NO SORRISO DE UMA CRIANÇA.

Hora de ir embora acabado que está o banquete.
Espera o motorista muito sério mas sempre
e desculpem a recorrência mas nunca vivi numa ilha e não meço com o meu pé distâncias
Sinistro.

"Como foi o jantar!?"

Evita-se ironia e promove-se o riso por vezes sincero.

Hotel. Repete-se a rotina.
Bar, Whisky caminha
repetindo-se só mas só por vezes o que equilibra o dia.
Ao fundo ouve-se um grito
dirigido a quem ministra a arte de no estrangeiro negociar
"Tem de pagar 20 dolares pela minina"
Negociada já estava a companhia
de um corpo que tudo já deu.

Vou p'ro quarto fico eu
só com a minha consciência




Primeiro de África.

Epah. Caído em Maputo não por acção de um vento qualquer que até soprou forte adquirindo dando até uma natureza cortante ao vento. Sou mais o cinzeiro tombado se quisermos ser metafóricos. Safa-me o facto de se passar ainda muito pouco. Tenho de perceber até ao final desta semana o que é suposto eu fazer para, nas seguintes, estar apto a receber o testemunho.

Maputo entristece. Tem o betão ordenado como Portugal nunca teve mas quem o pisa e nele vive fá-lo, na sua maioria, de uma forma miserável. Quem tem o privilégio de ter mais pilim mantendo a sua humanidade, alguém como eu meu caro amigo, sente tudo aquilo que uma fotografia da world press photo faz uma tia forjar com o intuito de bem parecer numa revista. Pelo mesmo motivo percebo o meu pai um bocado melhor e o seu discurso de que isto era Portugal a sério quando me consigo alhear das pessoas que vejo e do lixo que faz parte da sua vida miserável.

(um advérbio de modo qualquer que não me consigo lembrar)ente tudo existe com ou num outro mundo que também à parte pode estar. Cheguei ao Polana numa carrinha que incluia um motorista chamado Nilton - um especialista na condução sinistra (do lado esquerdo) - directamente do aeroporto. É um edifício lindo que desde de 1922 resistia ao Índico que de alguns ângulos parece começar onde a varanda termina. Pode-se beber água com gelo, comer saladas, há dois pianos de cauda, há empregados negros que te tratam por senhor senhor senhor senhor mas que nunca se lembram do que pedes, há quartos com vista para o mar, há tudo o que te mostra que, quando não havia baratas porque as há, aquilo ainda deveria ser melhor. Há também os apartamentos onde moram os meus colegas. 22º andar com vista para tudo e tudo o que poderias precisar...